segunda-feira, abril 18

Botox no Tratamento da Paralisia Cerebral

Paciente de 14 anos recebe dose
para sintomas de paralisia cerebral
Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.

Dificuldade de sucção, tônus muscular diminuído, alterações da postura e atraso para firmar a cabeça, sorrir e rolar são sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas e acompanhamento neurológico.

Este distúrbio consiste na contração excessiva da musculatura e provoca dificuldades funcionais graves dos movimentos, posturas anormais e dor, tornando os portadores dependentes da ajuda de outras pessoas para atividades como a alimentação, higiene e locomoção.

Paralisia Cerebral - Clique para ampliar
Ela não é reversível, mas com tratamento médico é possível amenizar a dor e devolver à criança a qualidade de vida perdida. Um dos procedimentos mais utilizados atualmente na reabilitação destes pacientes é a aplicação da Toxina Botulínica Tipo A, o famoso BOTOX®, muito conhecido por seu uso estético para atenuar as rugas. A substância é aplicada no músculo afetado e relaxa a musculatura, bloqueando a atividade motora involuntária. Com isso, além de reduzir a dor, a técnica melhora a movimentação dos membros afetados e, com todo o processo de reabilitação, que inclui uma equipe multidisciplinar, muitas crianças conseguem voltar a andar, retomar as atividades do dia-dia e, o mais importante de tudo, brincar e estudar.

O tratamento é disponibilizado pelo SUS, coberto por planos de saúde regulamentados pela Lei 9656/98 e oferecido também por algumas entidades de assistência à criança com paralisia cerebral.

Nenhum comentário:

Postar um comentário